Causada pelo esgotamento profissional, a Síndrome de Burnout é uma síndrome cada vez mais comum nos ambientes corporativos. Extremamente ligado a longas e estressantes jornadas de trabalho. Também chamado de Síndrome do Esgotamento Emocional, esse estado pode atingir a capacidade física profissional.

Neste artigo, você vai aprender sobre o que é essa síndrome, como identificar seus principais sintomas, como realizar o tratamento adequado e também como prevenir esse quadro clínico. Boa leitura!

1- O que significa Burnout

Você pode até não ter ouvido falar sobre Burnout, ou então sobre Presenteísmo (fenômeno do corpo presente, porém sem produtividade no ambiente de trabalho), mas com certeza já sofreu ou presenciou situação semelhante.

Identificado em meados de 1974, esse a Síndrome de Burnout (o termo vem do inglês e se refere a “esgotamento” ou “queimar por completo”) foi assim denominada por Herbert Freudenberger, um bem sucedido psicólogo americano de origem alemã.

Freudenberger criou a expressão a partir de uma experiência própria. Ele estava vivendo um momento de grande êxito profissional e, mesmo assim, enfrentava cansaço excessivo, estresse, falta de atenção e de concentração.

Ele começou, então, a observar o comportamento das pessoas à sua volta e os padrões comportamentais que elas apresentavam. O principal fator que chamou a atenção do psicólogo foi o grande nível de tensão emocional que os indivíduos ficam condicionados ao desenvolver essa síndrome.

2- Como funciona

A pessoa vítima da Síndrome de Burnout tem um quadro de esgotamento crônico causado por uma tensão emocional contínua. Esse esgotamento está diretamente relacionado a condições de trabalho degradantes, seja física ou psicologicamente.

Por essa razão, os grupos mais suscetíveis a serem afetados são os que têm carreiras profissionais engajadas para além de limites sociais, físicos e psicológicos por exigirem maiores esforço e dedicação, como professores e policiais.

Profissionais da área da saúde, agentes bancários e penitenciários, advogados e jornalistas também compõem o grupo de risco, por possuírem em comum altas cobranças, atividade profissional intensa e longos plantões de trabalho.

Isso não quer dizer, no entanto, que essas são as únicas profissões propensas à Síndrome de Burnout. Isso porque os que se autodefinem “workaholics”, ou seja, viciados em trabalho, também costumam apresentar o mesmo esgotamento.

A constatação de que o trabalho realizado não teve o efeito ou o retorno esperado faz com que o trabalhador com Burnout passe a vincular sua satisfação com profissional à saúde, passando a depender disso para se sentir bem dentro.

3- Quais são as causas

Segundo o Ministério da Previdência Social, a concessão de auxílio-doença aumentou em quase 20 vezes nos últimos anos devido a afastamentos causados por transtornos mentais e emocionais.

LIgada diretamente aos maus que permeiam o século ansiedade, pressão no trabalho, rotinas intensas e muita cobrança pessoal e profissional.

A Síndrome de Burnout não tem causa específica, mas está diretamente relacionada à ansiedade, a rotinas intensas, cobranças pessoais e profissionais excessivas e más condições de trabalho. Esse conjunto de fatores, aliados a outras situações nocivas, podem atingir a saúde mental do empregado de forma grave.

Muitas pessoas que sofrem disso não buscam a devida ajuda médica necessária por não conseguirem identificar os sintomas ou até mesmo por negligenciar a situação. É preciso, no entanto, estar atento a isso porque doenças emocionais podem ser até mais nocivas do que as físicas.

3- Como identificar os sintomas da Síndrome de Burnout

Já passou por um terrível mal-estar que surge instantaneamente?  Um extremo desânimo ou preguiça só de ouvir ou pensar em algo relacionado ao trabalho, se sentindo irritado. Enrijecimento na região dos ombros, ou sensação de tontura e desmaio sem motivo aparente.

Esses são indícios que o corpo dá de que algo não vai bem. Sinais de esgotamento físico e mental, aliados a crises no trabalho, podem indicar um possível quadro de Burnout.

Conheça outros sintomas principais que facilitam a identificação do quadro:

  • Exaustão (Sensação de cansaço mesmo após uma boa noite de sono ou um fim de semana de descanso, por exemplo);
  • Esgotamento mental (Fadiga mental, dor de cabeça e raciocínio lento);
  • Dificuldades de concentração (Falta de foco no trabalho ou em atividades simples do dia a dia);
  • Variação de apetite (Ausência de apetite ou fome insaciável por ansiedade);
  • Ansiedade excessiva (Descontrole emocional muito grande, nervosismo extremo e falta de paciência);
  • Fadiga (Sensação de enfraquecimento ao menor esforço);
  • Aperto no peito (Pressão na região torácica e pressão alterada);
  • Falta de ar (Dificuldade em respirar ou engasgos resultantes de respiração acelerada);
  • Negatividade (Falta de motivação, desacreditado de tudo e sempre com pensamentos contrários);
  • Isolamento (Reclusão, evitar contato com outras pessoas e demais interações);
  • Dores musculares (Acomete as articulações ou regiões específicas como pernas, costas, ombros e lombar);
  • Taquicardia (Batimentos cardíacos em ritmo acelerado elevados em relação ao ritmo considerado normal);
  • Insegurança profissional (Dúvida em relação à capacidade de executar tarefas);
  • Falta de concentração (Inquietude e falta de foco em tarefa ou atividade específica);
  • Presenteísmo (Falta de concentração em atividades);
  • Fragilização emocional (Reação minimizada à agressão psicológica ou ao desencanto pessoal.

4- Como prevenir o Burnout?

Ter equilíbrio pessoal e profissional é fundamental para combater a Síndrome de Burnout. É necessário também saber delimitar o devido tempo para cada atividade e evitar extremos. Afinal tudo que é demais não é saudável. Confira abaixo algumas dicas de como prevenir burnout:

  • Pratique atividades físicas regulares como caminhadas, academia, corrida, bicicleta, remo, natação dentre outros;
  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas, drogas e outros tipos de substâncias que provoquem confusão mental;
  • Não faça automedicação, procure sempre ajuda médica para tratar sintomas e desconfortos;
  • Monte uma rotina crie hábitos e estabeleça prazos para cumpri-los;
  • Passe mais tempo com a família e com os amigos;
  • Coma em um restaurante que goste, vá ao cinema ou passeie em algum lugar bonito como forma de se auto recompensar por conquistas pessoais e profissionais;
  • Sempre converse com alguém de confiança sobre o que está sentindo;
  • Faça realmente o que você gosta.

5- Qual o tratamento para a Síndrome de Burnout

Para tratar a Síndrome de Burnout, primeiramente procure ajuda médica especializada de um psicólogo e em seguida siga os aconselhamentos do seu médico.

Identificar a causa do problema e agir rapidamente é essencial para evitar danos maiores. Normalmente tendo sua principal causa o ambiente de trabalho, burnout é cada vez mais frequente no cotidiano da sociedade.

Uma solução rápida e imediata seria mudar de emprego ou até mesmo se lançar em um novo desafio, como abrir um negócio próprio e ser seu próprio chefe. Já considerou essa opção? Graças à internet e ao home office, atualmente é possível empreender e lucrar diretamente do conforto de sua casa.

5.1 – Outras formas de tratamento

É uma opção também realizar o tratamento com base na psicoterapia, e em alguns casos se necessário os cuidados são reforçados por antidepressivos e/ou ansiolíticos.

Outro fator importante para o tratamento é rever as condições de trabalho e hábitos que não são saudáveis, alterar elementos do seu dia a dia e criar uma nova rotina. Viver um dia de cada vez sem pressa e sem estresse, se permitir ter um tempo consigo mesmo, ver uma série assistir um filme.

Dormir e acordar bem ajuda bastante também, mude a posição do seu colchão, altere a disposição dos móveis no quarto. Fuja da sua antiga rotina que desencadeou seu atual problema, faça coisas diferentes rompa com seus vícios comportamentais.

Neste texto você aprendeu 5 coisas importantes sobre a síndrome de burnout, sendo o conceito geral sobre esta condição mental, seus sintomas, quais são as causas, como se prevenir e o tratamento indicado para superar este problema relacionado a saúde mental.

Você já passou por alguma experiência de esgotamento? Compartilhe conosco nos comentários!

Síndrome de Burnout: 5 coisas que você precisa saber

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

[if lte IE 8]
[if lte IE 8]
Bitnami