Há alguns anos, muitas pessoas poderiam duvidar que seria possível ganhar dinheiro vendendo coisas pela internet. Entretanto, hoje essa é a realidade de muitos empreendedores que sabem o que é e-commerce e obtêm, com ele, altas margens de lucro sem sair de casa.

Só para se ter uma ideia, o e-commerce faturou 69 bilhões de reais em 2018, com previsão de crescimento de mais 16% em 2019. Já o número de consumidores na internet está previsto para superar os 60 milhões. Diante de um mercado tão forte e promissor, por que não conhecer melhor e lucrar com isso?

Se você estiver precisando de uma renda extra, com certeza abrir uma loja online pode ser uma ótima alternativa. Então continue lendo este artigo e confira nossas dicas de como vender pela internet e tudo o que você precisa saber para ter sucesso com o seu próprio negócio.

O que é um e-commerce?

E-commerce é uma abreviação para electronic commerce (ou comércio eletrônico, traduzido do inglês). Ele é caracterizado pelas transações comerciais feitas a partir de dispositivos online.

Essas transações são realizadas graças ao EDI (Intercâmbio Eletrônico de Dados) e ao EFT (Transferência eletrônica de fundos) que, por meio de redes informáticas privadas, criam os caminhos das transações dentro e fora das empresas.

O comércio eletrônico surgiu se valeu da evolução da tecnologia para facilitar a vida tanto dos comerciantes quanto dos consumidores. Eles estão, cada vez mais, utilizando plataformas online no dia a dia.

De acordo com a consultoria PricewaterhouseCoopers, 21% dos brasileiros fazem compras pela internet toda semana, o maior índice em cinco anos. Isso comprova o crescimento e a importância do ambiente virtual para o comércio em geral, além do seu potencial para ajudar as pessoas que buscam uma maneira de empreender e adquirir uma renda extra.

Como funciona?

O e-commerce é um processo de compra (ou venda) de um produto ou serviço pela internet. A seguir, você confere o passo a passo desse processo:

  1. O cliente percebe que deseja ou precisa comprar um determinado produto;
  2. O cliente resolve visitar alguns sites que vendem este determinado produto;
  3. Depois de escolher em qual site comprar o produto, o lojista o adiciona ao carrinho de compras;
  4. Com o(s) produto(s) adicionados ao carrinho, o cliente vai finalizar a compra
  5. O cliente se cadastra no site para poder colocar os seus dados para identificação e para entrega;
  6. Com todos os campos de dados preenchidos corretamente, é hora do cliente realizar o pagamento;
  7. Com o pagamento aprovado, o produto é separado para ser enviado ao cliente;
  8. O lojista coloca o produto em uma embalagem para entrega e emite a nota fiscal;
  9. O pedido é enviado para a transportadora ou para os Correios;
  10. A entrega é feita na casa do cliente.

Qual a diferença entre e-commerce e marketplace?

Muitas pessoas confundem e-commerce com marketplace, mas na verdade são duas coisas diferentes. Nem todo site que vende algum produto ou serviço é um comércio eletrônico.

Um e-commerce é uma plataforma que vende apenas de uma empresa ou fornecedor. Já quando vários lojistas ou empresas vendem produtos ou serviços em uma mesma plataforma, ela é um marketplace.

Além dessa característica principal, há outras diferenças. Confira:

Visibilidade

Um marketplace é como se fosse um shopping center, com várias lojas alocadas em um mesmo espaço. Com poucas possibilidades de personalização, já que devem seguir um padrão, é mais difícil de se obter destaque, até porque muitas vezes os produtos e serviços vendidos são semelhantes.

Por outro lado, o tráfego de visitantes é muito maior por causa força do domínio principal. Já um e-commerce, apesar de poder ser construído como quiser, geralmente tem um fluxo de visitas menor.

Concorrência

Em um e-commerce, a concorrência se dá com outros sites do mesmo seguimento, com públicos parecidos, produtos semelhantes etc. Um marketplace, no entanto, compete com outras lojas dentro do mesmo domínio, ou seja, a concorrência muito maior.

Por que ter um e-commerce?

Se compararmos com as lojas físicas, veremos que o e-commerce possui algumas vantagens. Veja por que ter um:

Pelo baixo custo

O investimento para começar o seu próprio negócio em uma loja física é muito maior porque inclui gastos com um ponto físico e equipe, por exemplo. Já em um e-commerce, ter um domínio virtual significa gastos menores tanto de adquirimento quanto de manutenção.

Além disso, no comércio eletrônico existe a possibilidade de vender diretamente do estoque do fornecedor.  Essa técnica, chamada de Dropshipping, representa mais facilidade e menores custos, já que elimina a necessidade do capital de giro.

Pelo alcance

No ambiente online, é possível você vender para pessoas de qualquer lugar, estando ou não perto de você. Já com uma loja física, o seu alcance é muito menor, uma vez que há barreiras físicas como fator dificultador para o alcance do público.

Com a estratégia do Dropshipping no comércio eletrônico, você não precisa se preocupar nem com a entrega dos produtos, uma vez que isso se torna responsabilidade de uma empresa intermediadora.

Pelo funcionamento em tempo integral

No comércio eletrônico, você pode faturar mesmo sem estar trabalhando. Alguém pode efetuar uma compra em sua loja quando você estiver dormindo ou viajando, por exemplo, já que a plataforma funciona em tempo integral.

Com uma loja física, você só ganha dinheiro quanto a loja aberta e funcionando, o que limita o seu lucro ao horário comercial.

Pelo formato ‘self service’ para o consumidor

E um e-commerce, o consumidor terá uma liberdade maior porque poderá ver todos os produtos e gastar o tempo que quiser na sua tela, seja do computador ou do celular.

Na loja física, o cliente pode ficar refém do lojista ter que mostrar os produtos e informar preços, além de ser possível pegar fila para efetuar o pagamento, o que não ocorre em plataformas online.

Quais os tipos de e-commerce?

Confira agora quais os tipos de e-commerce, de acordo com funcionalidades e particularidades:

Por tipo de cliente

B2B

O comércio B2B (Business to business) é aquele em que os principais clientes de uma empresa são outras empresas. O comércio pode ser de produtos ou serviços, como matéria-prima, softwares ou qualquer outra coisa que seja essencial para o funcionamento de uma firma.

B2C

O comércio B2C, ou Business to Client, é aquele no qual a empresa vende diretamente para o cliente final, como pessoa física. Assim, não há limitações do segmento de produto.

C2C

Já o comércio C2C configura um consumidor que vende para outro (Customer to Customer) Esse tipo de comércio está em alta e a tendência é que ele cresça ainda mais, uma vez que muitas pessoas estão buscando uma maneira simples de empreender e ganhar dinheiro sem passar por muitos processos burocráticos.

Por forma de comercialização

Você pode escolher duas maneiras para comercializar produtos: atacado ou varejo. Veja a seguir a diferença entre as duas para fazer a melhor opção para o seu negócio:

Atacado

O comércio atacadista geralmente é voltado para pessoas jurídicas, pois lida com vendas em grandes quantidades. Ele oferece a possibilidade de compra online e retirada em loja física.

A logística de entrega é mais complexa devido a grande quantidade de produtos, exigindo um parceiro capaz de realizar as entregas de maneira eficiente.

Varejo

Já o comércio varejista é voltado para pessoas físicas, pois lida com unidades de produtos. Por isso, pode sofrer com a falta de produtos pelo estoque reduzido.

Por este motivo, o lojista deve buscar uma maneira de controlar e conseguir atualizar o seu site rapidamente, para que venda um produto que não poderá ser entregue pela ausência dele no estoque.

Por produtos ou serviços à venda

Você pode vender qualquer coisa pela internet. É claro que o mais importante é comercializar produtos com os quais você tenha afinidade, pois isso pode influenciar na qualidade do seu trabalho e na credibilidade que será passada aos seus clientes.

Estudos e análises de especialistas apontaram quais são os ramos que possuem o maior volume de pedidos e quais possuem o maior volume financeiro. Confira:

Em volume de pedidos:

  1. Saúde/ cosméticos (15,0%)
  2. Moda e acessórios (14,5%)
  3. Casa e decoração (10,9%)
  4. Eletrodomésticos (9,8%)
  5. Telefonia/ celulares (7,7%)
  6. Esportes e lazer (7,7%)
  7. Livros/ assinaturas (7,6%)
  8. Informática (5,1%)
  9. Eletrônicos (3,8%)
  10. Alimentos e bebidas (2,2%)

Em volume financeiro:

  1. Telefonia/ celulares (18,9%)
  2. Eletrodomésticos (17,9%)
  3. Eletrônicos (11,2%)
  4. Informática (9,8%)
  5. Casa e decoração (9,5%)
  6. Saúde/ cosméticos (6,2%)
  7. Moda e acessórios (6,0%)
  8. Esportes e lazer (4,2%)
  9. Acessórios automotivos (2,4%)
  10. Livros/ assinaturas (2,3%)

O que é Dropshipping e o que tem a ver com e-commerce?

Lembra que já falamos sobre Dropshipping neste artigo? Pois é. Imagino que você tenha ficado interessado em saber o que é esta estratégia que está ajudando muitas pessoas a conquistarem uma renda extra vendendo produtos online.

O Dropshipping é uma estratégia que permite um lojista a realizar vendas sem investir em estoque e sem se preocupar com a logística do processo de envio do produto. Isso é possível graças ao intermédio de uma empresa especializada que conecta as três partes interessadas no negócio: os fabricantes, os lojistas e os consumidores finais.

Funciona assim: O lojista monta o seu e-commerce com produtos de fabricantes parceiros da empresa especializada em Dropshipping. Quando o consumidor efetuar uma compra na plataforma do lojista, o fabricante é notificado para reservar o produto vendido.

Uma empresa especializada, como a Midhaz, cuida da logística de entrega e de toda a parte burocrática que envolve o processo da venda. E o lojista recebe, então, a sua parte do lucro em sequência.

Como vimos neste conteúdo, o e-commerce é uma ótima solução para ganhar dinheiro sendo dono do próprio negócio sem dores de cabeça. Se você quer se tornar um expert em e-commerce e lucrar bastante, leia agora este artigo sobre como vender pela internet.

O que é e-commerce? Aprenda agora

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